INTRODUÇÃO
Os implantes dentários são dispositivos de materiais biocompatíveis tais como o titânio, que são utilizados para restituir a forma e a função dos elementos dentários ausentes na cavidade bucal5, constituindo-se numa alternativa para suprir deficiências e/ou contra-indicações encontradas em técnicas convencionais de reabilitação bucal, como as próteses fixas e removíveis1,5,6.
O sucesso clínico do implante está na dependência de um planejamento bem estabelecido, da avaliação do sítio do implante, da ósteointegração e do acompanhamento do paciente. Todas estas fases são monitoradas pelo diagnóstico por imagens3,5,7,9,13.
A avaliação radiográfica fornece ao cirurgião informações determinantes sobre a quantidade de osso presente, a qualidade óssea disponível e a localização de estruturas anatômicas, fatores essenciais para a indicação do implante dentário8,9,11.
No planejamento em implantodontia, as técnicas radiográficas mais utilizadas são a radiografia panorâmica e a tomografia computadorizada (TC)1,2,5,7,9,11,13,14,15,16.
Através da revisão de literatura, as indicações, contra-indicações, vantagens e desvantagens da TC em relação à radiografia panorâmica em implantodontia são apresentadas na Tabela abaixo.
REVISÃO DE LITERATURA
Tomografia Computadorizada X Radiografia Panorâmica













A
partir da experiência multidisciplinar, envolvendo médicos e
cirurgiões-dentistas radiologistas e implantodontistas, numa parceria
entre a Universidade Federal de Goiás e o Instituto Goiano de Radiologia/Fundação
José Normanha, um protocolo técnico original foi elaborado.
Este protocolo tem como finalidade a padronização e simplificação
da obtenção das medidas, visando otimizar a realização
do exame, fornecendo o maior número de informações necessárias
ao implantodontista.
DENTACT
DA MAXILA
1. A linha média
é identificada na reconstrução sagital de nº........
2. Forame incisivo é identificado no corte seccional nº............
3. MEDIDAS TRANSVERSAIS


TÉCNICA |
VANTAGENS |
DESVANTAGENS |
| PANORÂMICA |
|
|
|
TÉCNICA |
VANTAGENS |
DESVANTAGENS |
| TC |
|
|
SEQÜÊNCIA DO EXAME
1.
Paciente em posição supina com cabeça e face para cima,
imobilizada por um estabilizador de plástico, a
boca mantida semi-aberta (Figs. 1a e 1b).
2. O processo alveolar da maxila (Fig. 1a) ou a base
da mandíbula (Fig. 1b) devem situar-se paralelo ao feixe
de raios-X do scanner
SOFTWARES ESPECÍFICOS
PROTOCOLO
TÉCNICO RECOMENDADO
1. Do Software: O programa utilizado
neste estudo foi o DentaCT (Elscint).
2. Dos parâmetros técnicos:
3.Dos cortes:

| Espessura
da maxila
|
Nível |
|||
|
Direito (mm) |
Nº
do corte identificador |
Esquerdo (mm) |
Nº do corte identificador |
|
Ao
nível da Crista alveolar (Ponto Zero) |
(1º molar) |
(16) |
(26) |
|
Ao
nível do diâmetro mínino para instalação do implante (>5mm) (Ponto X) |
(1º
molar) |
(16) |
(26) |
|
A
nível do assoalho da fossa nasal / seio maxilar (Ponto Y) |
(1º molar) |
(16) |
(26) |
|
DENTACT DA MANDÍBULA
1. A linha média
é identificada na reconstrução sagital de nº........
2. Forame mentoniano D identificado no corte seccional nº........ na região do ........
3. Forame mentoniano E identificado no corte seccional nº........ na região do ........
4. MEDIDAS TRANSVERSAIS

Espessura
da maxila |
Nível |
||||
Direito (mm) |
Nº do corte identificador |
Esquerdo(mm) |
Nº
do corte identificador |
||
Crista
alveolar (Ponto Zero) ao assoalho fossa nasal / seio maxilar (Ponto Y) |
(1º
molar) |
(16)
|
(26) |
||
Do diâmetro mínimo para instalação do implante
(Ponto X) ao assoalho fossa nasal / seio maxilar (Ponto
Y) |
(1º
molar) |
(16) |
(26)
|
||
6. MEDIDAS HORIZONTAIS
Transforame mentoniano: ..........mm
CONCLUSÕES
1. A avaliação
por imagens é um passo essencial no diagnóstico e planejamento
em implantodontia11.
2. Sugere-se a escolha de instrumentos de diagnóstico e procedimentos
que minimizem riscos e incertezas na seleção
final de um implante e seu sítio receptor. Para casos
simples em que um rebordo residual mostra-se claramente
largo e alto, o exame clínico e a radiografia panorâmica
e/ou radiografias intrabucais podem ser suficientes. Em
casos complexos, quando a espessura/largura/altura bem como
a topografia óssea forem questionáveis, a tomografia convencional
e a TC deveriam ser consideradas13.
3. Medidas sub
ou superestimadas podem comprometer, em níveis variáveis, o
resultado do implante8.4. A natureza invasiva do procedimento
para colocação de implantes e a morbidade potencial associadas
às falhas do plano de tratamento, bem como a sofisticação
das técnicas cirúrgicas exigem, cada vez mais, que
exames diagnósticos de alta tecnologia sejam usados no planejamento
de implantes dentários13.
5.Todos os sistemas apresentam uma margem de erro inerente. O conhecimento
destas limitações específicas de cada
método, na prática clínica, permitirá ao profissional
selecionar o implante adequado e realizar a sua colocação
de acordo com bases científicas sólidas13.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
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reformatted computed tomography and panoramic radiography
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n. 1, v. 74, p. 42-6, 1995.
8. LINDH,C.; PETERSSON, A.; KLINGE, B. Measurements of distances related
to the mandibular canal in radiographs. Clin Oral
Impl Res, v. 6, p. 96-103, 1995.
9. MILES, D. A.; VAN DIS, M.L. Implant radiology. Dental Clinics Of North
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10.MISCH, C.E. Avaliação para diagnóstico.p.105-15.
11.MONAHAN, R. ; FURKART, A. J. Technical note. Sagittal tomography as na
adjunct to cross-sectional evaluation of select implant
sites. Dentomaxillofac. Radiol., V. 25, P. 298-301, 1996.
12.MURDOCH-KINCH, C. A.; GEIST, J.R. Pre-operative radiographic evaluation
of potential implant sites. Journal of the Michigan
Dental Association, p. 38-43, 1996.
13.REDDY, M.S. et al. A comparison of the diagnostic advantages of panoramic
radiography and computed tomography scanning for placement
of root form dental implants. Clin Oral Impl Res. n. 5, p. 229-238,
1994.
14.SCHWARZ, MS et al. Computed tomography in dental implantation surgery.
Dent Clin North AM 33(4),555-597,1989.
15.SONICK,M.; ABRAHAMS, J.; FAIELLA, R.A. A Comparison of the accuracy of
periapical, panoramic, and computerized tomographic
radiographs in locating the mandibular canal. Int J Oral Maxillofac Implants,
n. 9, p. 455-60, 1994.
16.WEINBERG, LA. CT scan as a radiologic data base for optimum implant orientation.
J Prosthet Dent, v. 69, p. 381-5, 1993.
17.WISHAN, M.S.; BAHAT, O.; KRANE, M. Computed tomography as na adjunct in
dental implant surgery. The International Journal
of Periodontics and Restorative Dentistry, n. 1, p. 31-42, 1988.
18.ZAMUNÉR, L.A. A tomografia computadorizada na implantodontia. Rev.
APCD, n. 5, v. 47, p. 1129- 1130, 1993.

Espessura
da mandíbula |
| Ao nível da crista alveolar (Ponto Zero) |
| Ao nível do diâmetro mínimo para instalação do implante (> 5mm) (Ponto X) |
| Ao Nível do teto do canal mandibular |
| Parede do canal à cortical lingual |
| Ao nível da base mandibular (Ponto Y - região com diâmetro ósseo mínimo para ancoragem do implante) |
